
Chove...
Chove...
Tamborilar íntimo na noite fria
reflexo ausente da luz sombria
Chove
como retorno à cadência vaga
como espelho de sombra velada
Chove...
Chove...
lamento túrgido da elegia que míngua
véu reduzido da vela que finda
Chove
sem inundar as várzeas e as vestes
sem se alastrar, torrente breve
Chove...
Chove...
e a noite se perfaz e cala
no som contrito da soturna vala
Chove...
Chove...
Chove...