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Livros – VII


Fui relapso, sim, muito relapso. Gostava de ler o que eu queria, não o que a escola e suas obrigatoriedades impunham. Notas péssimas. Sempre na corda bamba, ao final do ano. A esperança de que o tal Conselho de Classe recebesse as emanações do Altíssimo (nessas horas o ateísmo esquerdinha vai pro beleléu) e murmurasse nos ouvidos dos professores “até que ele é um bom rapaz...”. Passava sempre. Lembro de uma vez em que o professor de química, alto, muito alto, e de cabelos aloirados e olhos de metal, disse para mim (eu em frente à sua mesa para receber pela trilhionésima vez a nota sempre inferior a dois da prova): “Olha, você tem certeza de que não seguir essa carreira aqui, né? Ou medicina ou qualquer outra coisa assim, né?”. Não senhor professor, pode deixar, Deus me livre guarde! Passei. Acho que passava porque eles preferiam que eu fosse logo embora dali – e que alimentavam a mesma certeza paterna: não serviria para muita coisa, o rapaz.

 

Já falei do livro que me venceu até hoje. Houve outros, claro. García-Márquez, por exemplo, saiu vitorioso por anos nessa batalha que sói ocorrer entre o leitor e o livro – mas há uma justificativa para isso: lia o Cem Anos de Solidão quando meu pai, o senhor Ulanin, morreu, inesperadamente e para desespero da família. Disseram-me uma vez que a experiência da morte é inexplicável, no que concordo. Acrescento: é indelével, pois acompanha-nos o resto de nossas vidas, a cada passo, a cada momento. Uma espécie de transferência, já que, a cada vez que tentava retomar a história dos Buendía, no exato momento que lia o nome de Aureliano e sua descoberta do gelo, quando encontrava com Malaquias e suas maravilhas, revivia as horas de angústia e medo. O romance cheirava-me a sala de emergência do hospital e, ao invés da luxuriosa descrição de Gabo apenas enxergava imensos corredores brancos; aos invés do perfume das flores amarelas, o cheiro dos remédios e do desinfetante que, a partir daí, passei a relacionar com a morte e não com a salvação de uma vida.

 

O que me venceu mesmo, para valer, por anos, foi a crença de que uma certa revolução poderia consertar as coisas. Nunca conserta, agora sei, mas naquela tenra e tolinha juventude li tudo aquilo que hoje, com as graças do filminho (que não vi e não gostei, mais um) sobre a viagem de Che de moto, é reeditado e colocado bem à vista nas prateleiras das livrarias. Vi, outro dia, até mesmo o diário que o sujeito escreveu e serviu de base para o filme, junto com uma coisa que eles (essa emanação transcendente aplicada aos editores e vendedores de livros) chamaram de “obras completas”. Pois que as li, incompletas, antes dos 17 – e, mea culpa, mea culpa, mea culpa, acreditei. Um comportamento muito parecido com esse desse pessoal que anda pelas ruas carregando no peito, preto sobre fundo vermelho, a foto do dito, barbudinho e de boininha e de charuto metido na boca. Freud disse que às vezes um charuto é só um charuto, mas ao ver a cara do Che assim, charutão empinado arrogantemente, apontando para o alto, é impossível não somar dois e dois. Para mim, toda a simbologia fálica (armas, charutos, punhos erguidos) emanada desses revolucionariozinhos latinos só significa uma coisa: todos têm pinto pequeno. Eis aí uma boa teoria a ser desenvolvida – e dada de graça. 



Escrito por Fabio às 02h30 PM.

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Como costumo fazer com todo o filme brasileiro, não vou assistir a esse sobre o Cazuza, que anda sendo festejadinho com direito a tremeliques e simulações orgásticas. Já não gostava quando ele estava vivo; agora, depois de morto, exatamente quando eu começava a até gostar do sujeito... graças ao filme, perdemos a chance de mantê-lo calado.

 

Este um problema sério por aqui: não deixam os mortos em paz. Ou, pelo menos, não nos deixam livres deles. Na Paulista vi, na porta do teatro, um baita cartaz “Legião Urbana, o musical”, o que me surpreende deveras, já que não é possível uma peça muda sobre o grupelho de Brasília. Infelizmente. Basta saber que meio mundo conhece as letras do barbudinho de cor e salteado e que, em qualquer festinha dessas na casa dos outros, sempre vai aparecer um maledeto com um violão e engrenar um eduardo interminável para o frisson hormonais de uns e liquefação dos neurônios de outros. Os neurônios dos primeiros não se liquefazem pelo motivo simples de que já não existem.



Escrito por Fabio às 08h41 PM.

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Livros – VI


Aliás, ser parte da esquerda, esse mito, nos faz um mal estético danado. Da noite para o dia, de tão sedutores os (pseudo)argumentos, passamos a acreditar que podemos mudar o mundo com as acusações ímpias que fazemos ao sistema, assim, sem mais. E olhem, não foi falta de referência. Ainda que meu pai se dissesse socialista, era das pessoas mais “reaças”, para usar um jargão tão ao gosto dos festivos, que conheci. Mas adolescência é doença – fato indiscutível – e gosta de qualquer coisa que seja contra, desde que seja contra. Descubro que mantenho essa mesma posição, não digo a política, mas depois que a esquerda passou a ser o motivo da festa, percebo que a música do outro lado do muro é melhor. Abandonemos as fileiras e vamos nos divertir.

 

Um paradoxo, no entanto, na minha formação de leitor: por um lado o bigodudo senhor professor de História, regurgitando suas leituras marxistas e deturpando o efetivo sentido do processo histórico brasileiro e mundial. A armadilha de sempre: louvores à Revolução Francesa e nada, ou quase, sobre o período de terror que se seguiu. Loas à Revolução Russa, e caluda! a respeito dos fuzilamentos e da fome incentivada por Stálin & cia (ou cágêbê). Histeria sobre Fidel e... já conhecem a história, para quê repeti-la aqui? Por outro lado, porém, havia os padres (era um colégio de padres agostinianos) que eram os responsáveis pela tal aula de Religião – o cúmulo do tédio para a molecada. Confesso: eram fraquíssimas as aulas, e delas nada me lembro, assim como as fatais de Educação Moral e Cívica. Soube, depois que eles, os padres, seguiam o que um tal de Agostinho, lá de Hipona, na África, escrevera no século IV e por isso virou santo ou foi reconhecido como santo, quase o mesmo. Perguntei para o espanhol baixinho e de óculos, vermelho qual pimentão (sua pressão devia estar sempre às alturas do Céu Etéreo), o que, afinal, o Santo escrevera. Ele, descendo de sua irritabilidade costumeira, que sempre rendia às suas vítimas cópias intermináveis do Hino Nacional (escrevi dezenas, centenas, milhares de vezes “ouviram do Ipiranga”, até que teve uma hora que depois das margens plácidas já o sabia de cor), levou-me à biblioteca e me mostrou A Cidade de Deus e as Confissões. Pergunta estúpida: padre, qual é o melhor? Isso poderia me render mais um Hino Nacional – e deveria. Mas o homem, padre Chiquinho o chamávamos, estava em bom dia. Aconselhou, antes, as Confissões, mas que eu não desanimasse, pois acharia difícil...

 

Em casa eu havia visto uma coleção enorme de livros azuis, capa-dura, grandes e gravados em dourado, metidos em uma caixa (outra, os livros chegavam em casa em caixas. Nunca mais tive o prazer de abri-las, agora que a prática das coleções completas editadas e distribuídas de uma vez só parece ter morrido junto com o poder de compra da humanidade; tenho de contentar-me, quando muito, em abrir aqueles plásticos transparentes, impossíveis e incômodos, que fazem com que a capa do volume ali metido sempre saia arranhada de alguma forma) da Abril. Restam, ainda, alguns dos volumes dos Pensadores, coleção inviável e ruim com traduções confusas e que mete no mesmo saco filósofos e outras espécies de seres menos dignas. Mas ali estavam as Confissões, volume quinto da coleção. Meti-me com ele meses seguidos. Ia para o colégio com o volume junto aos demais livros. Procurava o Padre Chiquinho e perguntava isso ou aquilo ou aquiloutro. Ele, ele explicava – o que só aumentava a minha confusão. Tive de esperar alguns anos para reler (ou ler de verdade) o livro e compreendê-lo, em uma edição da Paulus, tradução muito superior. Achava uma sacanagem o que Agostinho fez com a mulher, abandoná-la grávida, com todo o apoio de Mônica. Cheirou-me a intriguinha familiar, aquelas histórias onde a sogra se mete na vida dos dois, enfim, o de sempre. Não era, claro.

 

O paradoxo se completa aqui: continuei, anos a fio, com a tendência esquerdinha imbecil. E nunca mais, por intervenção do Santo de Hipona, tive de copiar o Hino Nacional.

Escrito por Fabio às 04h18 PM.

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Livros – V


Já na minha adolescência as pessoas não liam. Ou, se liam – falo dos meus colegas de bancos escolares – era mais pela obrigação das fatídicas provas de verificação de leitura pautadas naqueles encartes que vinham com os livrinhos feiosos da Ática, de capa preta e letra miudinha, que sempre traziam as mesmíssimas questões óbvias e que verificavam não se o aluno leu a obra em questão, mas apenas testavam uma espécie de coeficiente físico: o fator de elasticidade escrotal. Esta uma teoria que, um dia, desenvolverei para o alívio dos alunos: a elasticidade escrotal dos alunos é diretamente proporcional à capacidade de compreensão do texto por parte dos professores. Ou seja, quanto menos o professor lê, mais chatos são os livros obrigatórios; quanto mais o professor se utiliza de manuais didáticos, maior o horror do aluno. Quem pena com isso tudo é o autor. Duvido que Machado de Assis tenha imaginado, um dia, que poderia ser odiado pelas salas de aula do país, não por culpa dele, mas pela incompetência de quem diz que “forma leitores”. De-forma leitores. Como nas universidades. Mas essa e outra história.

 

Resta a obrigação da leitura. Todos os colegas que se debruçavam sobre os livros (e se vangloriavam de lê-los em um mês e meio) não seguiram a área das letras, não escreveram sequer uma carta, não se dedicaram a criar. Tornaram-se, todos, técnicos. Um deles, competentíssimo em tudo (“nunca conheci quem tivesse levado porrada”), tornou-se doutor em física e está mergulhado num laboratório frio das uspes da vida; outro biologizou-se de tal forma que acredita, creio eu, piamente que a vida pode ser explicada, ainda, pelo mito do evolucionismo; outro, ou outra, queria tornar-se médica – não sei se conseguiu, espero que não. Todos, estou certo, seguiram alguma espécie de carreira cheia de nomes pomposos e complexos, muito bonitos no diploma pendurado no escritório. Mas nenhum escreveu uma linha sequer. A escola, ou melhor, os professores já então doutrinados pela pragmática educacional, junto com as famílias, direcionaram os pobrezinhos rumo à completa inépcia mental. Nada contra médicos ou advogados ou físicos. Mas que, pelo menos, pensem. Aliás, não é exigir em demasia da espécie humana.

 

Desvio do assunto. Meti-me (16 anos, ou seriam 17?) em teatro. À época estava doutrinadinho pelo professor de História, Geral e do Brasil, em uma guinada à esquerda que foi um  sufoco abandonar. Ali, no grupo, um rapaz, chamemo-lo W., que se sentia o próprio Che e pregava porque pregava a luta armada salve-salve. Tolices da juventude: li os diários de Guevara, li Rosa de Luxemburgo, li Marx e Lênin e Trotski – até Stálin (Senhor, perdoai-me pois não sabia o que fazia...). Um conselho aos incautos pais: não deixem seus filhotes se meterem em teatro. 99% dos casos acabam em pura imbecilidade, sendo raríssimos os casos de vida inteligente nos palcos ou atrás deles. Na platéia, o índice não muda muito, mas esta se divide em espécies distintas e muito bem catalogadas: aqueles que querem porque querem ser identificados com intelectuais, portanto assistem a tudo o que Gerald Thomas encena e saem do teatro analisando, mui semioticamente, a peça; há aqueles que querem mostrar que são inteligentes e espertos, então vão ver (essa espécie nunca assiste, apenas ) o novo e óbvio sucesso do Falabela e da Raia; outra só vê aquelas peças que já foram sucesso na tv, de preferência do Dias Gomes; outra – mas deixemos para lá: teatro é, no mais das vezes, um tédio. A única coisa que o teatro me valeu foi ter lido Ariano Suassuna, o Auto da Compadecida, obrigatório, e O Santo e a Porca, nos quais, diga-se, fui bem tanto como o sacristão, no primeiro, quanto como o Euricão Árabe, no segundo. Só muitos anos depois é que encontrei o Romance da Pedra do Reino, um mistério a razão pela qual não o reeditam. A derradeira peça, Um Elefante no Caos, do Millôr (o primeiro Millôr a gente nunca esquece) foi um fracasso estrondoso que só não arrancou apupos da platéia porque ela se sentiu aliviada quando acabou a tortura. O chato mesmo foi passar pelas fileiras acordando as senhoras.

 

Encontrei esse amigo esquerdinha há poucas semanas num boteco desses por aí. Abandonou tudo: estudos, emprego, carreira – para viver o que considerava um sonho: escrever. Escrever como Plínio Marcos, meu Deus! Ou Bukowski, Senhor! Aos 30 anos colocou a cueca limpa, fez a mochila com as roupas bicho-grilo, e mudou-se para um apartamento (“Estou morando sozinho”) alugado. Pago pela mãe. Não o li. Nem quero. Estava bêbado e sentia-se Henry Miller. Um atraso de apenas 50 anos.

Escrito por Fabio às 03h25 PM.

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O Gênese Segundo a Profetisa Unidimensional Catatônica


 

1. No princípio era o Signo, e o Signo estava junto de Pierce, e o Signo era Pierce.

2. E o Signo disse: Fiat Deus!

3. E Deus se fez.

4. Essa foi a manhã do primeiro dia

5. que corrompeu o bom-senso de toda a criação.



Escrito por Fabio às 06h51 AM.

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Livros – IV


 

Pois foi nessa fase de assassino serial que escrevi um texto que mostrei para o senhor Ulanin. Ele, por sua vez, inchou-se todo e levou para a editora (trabalhava na Abril, onde começou como tipógrafo, profissão morta, e acabou como publicitário que, se não é profissão morta, deveria), mostrou para todo mundo, para um ou outro jornalista que conhecia, para a editora de uma revista feminina.

 

Um dos jornalistas escreveu que eu deveria ler mais os autores brasileiros, para tirar aquele arzinho de tradução que meu estilo – todo pautado em traduções, claro – deixava transparecer. A editora da revista mandou-me uma carta, via correio (ah! que orgulho receber a primeira rejeição de uma obra via correio!), onde dizia que gostou muito do conto mas que infelizmente não poderia publicá-lo, pois a revista era voltada para um público que gostava de histórias água-com-açúcar e não de sangue... Perdi as duas cartas. Sobre o jornalista, de quem li um conto, muitos anos depois, no qual se travava um diálogo entre Jânio Quadros e Paulo Francis, horrível, pensei que eu era mais eu, onde já se viu? O conto dele – assim como o meu – era ruim, sim. Mas tinha razão – coisa que só reconhecemos quando efetivamente aprendemos a ler. Aliás, ele censuraria todos os meus “mentes”, como um batalhão de pessoas o faz. A escola pode destruir um aluno, com o método obtuso que utiliza para ensinar (aspas nesse ensinar) literatura. Odiei Machado de Assis, mea culpa. Odiei Mário de Andrade – culpa dele, quem manda escrever mal?

 

Quanto à editora da tal revista (qual era mesmo? Não consigo lembrar de modo algum!), devo até hoje a água-com-açúcar. Não que não tenha tentado: mas como escrever sobre romance quando não se viveu um romance? As referências parcas sobre o amor e o desejo resumiam-se ou nas relações próximas, familiares, para o primeiro, ou nas mulheres, então fotografadas castamente, que via na Playboy mensalmente trazida para casa, para o segundo. Referência inútil. Meu consolo é que há escritores aos montes por aí, já velhuscos, que têm exatamente essa referência, digamos, masturbatória. Mas então eu não fazia a menor idéia de que existiam escritores ruins – ou, pelo menos, pensava que para uma obra ser publicada, alguma coisa de boa ela deveria ter. Ilusão, claro.

 

Tudo bem que à época não havia Paulos Coelhos. Mas havia – o frisson da juventude imbecilizada – Marcelo Rubens Paiva e seu pavoroso Feliz Ano Velho. Todo mundo o lia, e eu, mortal e idiotazinho, não queria ficar para trás: pedi o livro, que foi comprado e o li em quatro horas, se muito. Foi a primeira vez que fiquei irritado de verdade com um livro. Ler um livro ruim provocou, provoca, estertores em todo o corpo, o sangue ferve, minhas mãos tremem, e tenho um desejo insano de xingar a mãe do autor – o que, claro, fiz com a boca cheia, entre outros impropérios igualmente impublicáveis. De lá para cá xinguei muita gente, alguns em público só para ver os olhinhos arregalados (“Mas você está falando mal de Paulo Leminski? Como assim? É o Leminski!”), outros em surdina, para deleite próprio. Na verdade não brigo mais por causa das tolices do Paiva e dos Paulos – não tem graça chutar coelho morto, mesmo porque os seus leitores já não se incomodam; pelo contrário, chegam até a concordar com o que você diz, sim ele é ruim mesmo – para depois se saírem com um “mas pelo menos as pessoas estão lendo...”. Estão? Estão?

 

Troquei o Paiva pela Revolução dos Bichos, do Orwell, com uma prima. Ela esqueceu a troca, não fiz questão de lembrá-la, o livro continua em lugar seguro.

 

Lembrei: a revista era a Nova. 



Escrito por Fabio às 01h19 PM.

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