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Animaquia (1 a 4)


Aos meus leitores: a partir de hoje transcreverei aqui os poemas em prosa do livro Animaquia, publicado em 1997. Muita coisa, talvez, mudaria; mas a essência persiste – de uma época, de um período, de um momento. A Vida, enfim, é feita, passo a passo, dessas coisas. E quem serei eu para discordar de um passado que inda marca?

***

 

Animaquia

A Ana, pelos sons e silêncios abissais do seu corpo, que se negam e revelam o íntimo mistério.

 

1.

 

Mas que de repente desfez-se a luz em Luz plena. Em explosões de fogos e sinto a grama úmida nas minhas costas — penetrando-me em poros, atingindo as veias. O salto se faz: folhas caem dos topos. Estremeço e enlouqueço escutando a Sinfonia Vermelha.

 

 

2.

 

Olhos e sombras; saídas e odores e velas. Do barro à palha pouco passa do metro. Não alto, apenas o sentir-se envolta pela penumbra e, próximo, teu corpo. Perfume: sombras e rosas, a grinalda preparada para mim; não olho, sei que estás acordada e mergulhada no horror da ternura encontrada em meus lábios.

 

3.

 

Durante, o suor e as bocas — são três as bocas. O jogo fundamental da Busca. Línguas: o mundo torna-se uma babel sensitiva e sereníssima: compreensão do mesmo sangue e paredes ásperas: odores fortes, insetos nas paredes. O musgo roça a nuca.

 

4.

 

Então o dia cresceu e se fez: cores, sombras, luzes, sons aglutinam-se num só momento em minha alma — que se elevou vendo o Universo incontrolável do prazer. Bocas tortas gritos roucos pântano: aos poucos, o retorno. O contraste do sentido: súbito mutismo no chão úmido.

Escrito por Fabio às 08h48 PM.

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