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Cada vez que escuto...


... um argumento a favor do Sim pela proibição de vendas de armas, mais me convenço pelo Não. A posição (e de ambas as partes, na verdade) tende a criar um maniqueísmo ilusório – ou a demonização do Não e a beatitude do Sim, ou a face protetora do Não e a ingenuidade do Sim. Nem tão ao céu, nem tão à terra, eu digo. Esta discussão não se resume numa degladiação de posturas ideológicas contrárias: quem votará 1 não é, necessariamente, conservador de direita; e quem votará 2 nem sempre é progressista de esquerda. Estamos no pleno delírio dos rótulos fáceis, no mundo de um faz de conta pautado em acusações mútuas que servem – a partir da própria questão que foi levantada, e muito mal formulada, diga-se – apenas para cegar os incautos.

 

É verdade que a mera posse de arma não irá resolver o problema da segurança pessoal. O risco, sabe-se, é grande quando se enfrenta um bandido armado e que não tem o menor padrão moral e nem hesita em atirar. O bandido não se intimida frente a uma arma – para ele, tanto faz, pois é a lei da selva em que está mergulhado: entre viver e morrer o limite é ínfimo. Mas pode se intimidar ao saber que há a possibilidade de haver uma arma na casa que pretende assaltar – e o risco, no caso, da insegurança, ou melhor, da incerteza, do que enfrentará pode coibir sua ação.

 

No entanto, é verdade também que a população desarmada não irá, em hipótese alguma, diminuir a violência. Os dados são claros – e já os coloquei aqui em outra oportunidade para repeti-lo de novo (coisa que cansa o mais heróico dos leitores): nos países onde o desarmamento foi aprovado, de duas, uma – ou se tornaram belas e terríveis ditaduras dos mais variados matizes ideológicos, ou a criminalidade cresceu assustadoramente em coisa de um ano, se muito.

 

Não desejo correr nenhum desses dois riscos, ainda mais enfrentando um governo como esse do Lulla e seus asseclas, que têm um gostinho stalinista pelo poder e detém ao seu lado a mais fina flor da sociedade: criminosos do eme-esse-tê (armados), Hugo Chaves e Fidel Castro (armados e com acordo de cooperação nuclear com o Brasil), as Farc (armadíssimas e amiguinha do Lulla). Se considerarmos que as Farc têm total apoio do Chaves e que são as responsáveis por boa parte do tráfico e drogas e armas que vêm parar nas mãos dos bandidos do Rio e São Paulo, waaal (como diria Francis), a conclusão me parece lógica. Entre esta turminha da barbárie e a minha consciência política de uma possível defesa, não contra o bandido que invada minha casa, mas contra qualquer tentativa de proibir meus direitos civis, resta-me dizer em alto brado um redondo: NÃO!

 

Minha posição é política, essencialmente. Se fui, anos passados, da esquerda festiva que agora dança sobre nossas cabeças, hoje confesso que estou mais para o conservadorismo político – o que, em uma palavra, significa: democracia. Mas há outro aspecto, pessoal, que me faz votar pelo Não. Não suporto argumentos vagos, não suporto discussões interrompidas com um ar de desdém: “você não sabe o que diz, eu tenho razão, sou isso e aquilo – e você, quem pensa que é” ou “não discuto com gente ignorante e ingênua”. É a técnica mais vulgar, fútil e covarde que se pode utilizar num debate. O que o pessoal do Sim diz parece muito com a estratégia do nosso (des)governo: quando fica irritadinho, dá pulinhos no lugar, pela a bola e vai para casa – acabou o jogo; depois, mostra a língua para os outros, quando os encontra na rua. Já vi demais isso em todos os debates supostamente culturais: quando faltam argumentos, passam à ofensa pessoal. De repente, não mais que de repente, quem vota Não é comparado com o bandido, com o criminoso pronto para entrar no cinema e disparar uma sub-metralhadora na platéia (como, de fato, ocorreu há anos em São Paulo – mas notem que uma sub-metralhadora não é uma arma legal) ou andar à John Wayne pelas ruas, pernas curvadas, dois coldres na cintura, pronto para duelos na Av. Paulista. Depois disso, simplesmente rompem com a amizade, obedecendo ao princípio da sra. pseudo-filósofa Marilena Chauí: “É impossível ter amigos da direita”, como disse numa entrevista já não lembro em qual revista (A Bravo? Ou teria sido na Folha?). Partindo de uma ilustre senhora, é uma posição, para dizer o mínimo, estúpida. Mas a estupidez grassa nas melhores famílias, o que dizer neste Brasil dominado por um discurso de superficialidades?

 

Não, não, não – não é esta a posição que precisamos; não é este o nível do debate. Todos ficam na mesma superficialidade na qual foram, fomos, treinados por anos a fio por esse discurso supostamente libertador e libertário; todos ficamos com os olhinhos brilhando pela tal justiça social e pelo fim da violência. Mas, pelo visto, muitos esquecem que a violência pior é a de se recusar seriamente ao debate, apegando-se de forma ferrenha aos seus pré-conceitos.

Escrito por Fabio às 01h45 PM.

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