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Uma bela entrevista – ou: Mordo a língua...


...e dou um passo atrás. Sempre afirmei que a inteligência no Brasil andava escondidinha em algum sótão úmido e sombrio, assim como sempre escrevi, em artigos sem-conta, que as academias estavam todas corrompidas e vendidas às ideologias mais espúrias. Tenho de reconhecer que estive errado. Nem todos estão assim – apenas a maioria. Mas a maioria, no dizer de Ortega y Gasset, é impermeável ao pensamento, não aceitando as diferenças e excluindo, raivosamente, qualquer um que a questione. Ou, numa versão mais popular e conhecida, vinda da pena ácida de Nélson Rodrigues: “a maioria é sempre burra”. Um fato. Incontestável.

 

Mas, Graças dadas aos céus etéreos da erudição, existem minorias – que, claro, permanecem tolhidas e aguardam, pacientemente, sua hora e sua vez. E, surpresa das surpresas, essa hora foi dada pela Veja desta semana (coisa estranha para uma revista que se agarra com todas as forças à inteligentsia pucuspiana de plantão) e a vez – a vez é de uma Filósofa, assim mesmo, com efe maiúsculo.

 

O leitor que tenha calma e reflita bem antes de chegar a conclusões pessoais sobre este “Filósofa” no parágrafo anterior. Se ler com atenção, eu disse que era com F grande – e não com qualquer efezinho corruptível e ideologicamente comprometido. Logo: não penses, oh incauto leitor, que falo da Marilena Chauí, a aberração intelectual, a desvirtuadora das idéias puras, a corruptora da Sabedoria, a que prostitui a Verdade em nome da Ideologia canhestra que reina por estas bandas tupiniquins. Não! meus amigos – nunca! Esta senhoura faz parte da banda de lá, aquela separada à esquerda e direcionada à danação eterna nos infernos dos pseudos.

Aquela que é mote deste pequeno texto é outra – uma Filósofa de verdade, cuja história de vida preza pela efetiva independência ideológica. Maria Sylvia de Carvalho Franco. Curiosamente da uspe. Curiosamente intacta. Saudavelmente lúcida. Basta lermos esta entrevista para percebermos: "Ideologia emburrece – A filósofa diz que Lula age como um tirano, afirma que Alckmin foi escolhido para perder e denuncia o oportunismo de intelectuais de esquerda”. É preciso mais? É só ler a entrevista toda. E ter alguns minutos de raro prazer. Coisa difícil nestes tempos esquerdizóides...

PS: Como o espaço neste blogue é mui pequeno, quem quiser ler a íntegra da entrevista pode clicar aqui.



Escrito por Fabio às 03h11 PM.

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